sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Colagem com barbante

Colagem com barbante sobre papel
21 cm X 30 cm











As crianças fotógrafas

Continuando nossas pesquisas sobre o uso da câmera fotográfica, nos organizamos e tiramos fotos utilizando uma câmera com filme fotográfico.
Aqui estão algumas fotos do momento de colocação do filme fotográfico na câmera e das crianças tirando as fotos.
Elas caminharam e observaram vários lugares na escola e nos arredores para que cada um pudesse escolher o que gostaria de registrar. 
Foram registrados besouros, flores, árvores, a casinha construída na escola para as crianças brincarem, uma menina da turma... Elas refletiram sobre questões ligadas à luminosidade, se seria necessário utilizar o flash ou não, se a distância até o objeto a ser fotografado era adequada etc. Algumas crianças até viram um beija-flor e quiseram tirar uma foto, mas ele não ficava parado! Elas logo chegaram à conclusão de que para fotografar determinados animais é necessário tentar várias vezes, ter tempo para apenas observar e conseguir o melhor momento para fotografar e fazer muito silêncio...
Assim que revelarmos as fotos, elas serão digitalizadas e colocadas aqui. Vamos torcer para que todas sejam reveladas!
Fotos tiradas pelas crianças numa câmera digital.



























segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O Projeto e a Fotografia

No segundo semestre, retomamos o projeto sobre a representação dos animais na arte a partir da Comissão Científica do Império. Quer saber mais sobre este assunto? Clique aqui.
É interessante lembrar que à época (1859-1861) os integrantes da Comissão Científica do Império já contavam com máquinas fotográficas, que fascinavam a população.
Então, vimos imagens de câmeras fotográficas antigas e como as crianças ficaram impressionadas!
Aproveitei o interesse delas e levei algumas câmeras que utilizam filme fotográfico. As crianças ficaram surpresas! Manusearam, abriram, indagaram, até que compreenderam que "não dá pra ver a foto na hora", "o quadradinho é pequeno", "tem que fechar um olho para ver melhor", "não dá pra passar para o computador"! 
Adquiri, então, um filme fotográfico e em breve postarei aqui fotos tiradas pelas crianças nestas câmeras antigas (palavras delas!).











Muiraquitãs

Assim que retornamos do recesso de julho, dando continuidade ao nosso projeto, as crianças fizeram muiraquitãs. Cada uma preencheu o próprio muiraquitã com pedacinhos de E.V.A. que recortou.
Elas simplesmente se encantaram com o fato de terem um muiraquitã!
Você sabe o que é um muiraquitã?

"A Lenda do Muiraquitã (amuleto confeccionado em jadeíte, nefrite, ordósia, diorite, estratite ou pedra-cristal), mais de que qualquer outra da região amazônica, se destaca pelo fascínio, pelo mistério e pela controvérsia que envolvem o mineral do qual é comumente feito (jade) e a versão principal de sua origem (da legendária tribo das Amazonas), evocando questionamentos entre arqueólogos, historiadores e colecionadores. O artefato possui formas variadas: cilíndricas, antropomórficas e zoomórficas, sendo os mais afamados os de cor verde (jade) e de forma batraquiana (sapo). Mas o Muiraquitã também pode ser encontrado em cores de azeitona, leitosa ou escura, dependendo do material empregado em sua confecção, todos com atributos mágicos e terapêuticos, atraindo sorte a seus detentores e curando doenças pelo uso do talismã. A fama e o exotismo do amuleto o tornaram cobiçados desde os primórdios da colonização da Amazônia, nos séculos XVII e XVIII, quando foram encontrados pela primeira vez nas proximidades dos rios Nhamundá e Tapajós."









quinta-feira, 26 de julho de 2012

O retorno é sempre alegre!

Dia 25 de julho retornamos às aulas após o recesso.
Sentimos muitas saudades da alegria, da algazarra, das curiosidades, brincadeiras, atividades e empolgação da nossa turma.
Que bom que as crianças voltaram!
Sigamos neste semestre com força total!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Vídeos das crianças sobre ações quotidianas em relação ao meio ambiente

Dando continuidade ao nosso projeto, as crianças compararam a relação estabelecida com a natureza tanto pelos povos autóctones quanto pela nossa sociedade contemporânea.
Chegamos à conclusão de que são necessárias mudanças nas nossas práticas quotidianas.
Pensamos sobre isso e as crianças gravaram vídeos em que falam um pouco sobre as reflexões que fizeram. A cada vídeo, uma criança falava enquanto outra gravava.
Também fizeram cartazes de alerta sobre a preservação ambiental com frases e ilustrações criadas por elas.














segunda-feira, 11 de junho de 2012

As crianças contando histórias...

As crianças da nossa turma gostam muito de folhear livros, criar histórias e, principalmente, recontar as histórias ouvidas.

Aqui estão alguns vídeos de algumas crianças da turma contando histórias para os colegas. As crianças folheiam os livros, escolhem um e o leem com atenção. Depois, aquelas que desejarem, contam a história para os colegas.

É interessante poder observar o jeito de cada uma recontar a história e como a turma lida com um foco de atenção que não me inclua.

Vídeos feitos por crianças da turma.














segunda-feira, 28 de maio de 2012

Clipe da música Pindorama

As crianças assistiram o clipe da música Pindorama (Palavra Cantada) e fizeram vídeos baseados na história da chegada dos portugueses ao Brasil.






sábado, 26 de maio de 2012

Sugestão de leitura

Texto de Janaína Maudonnet

"Olá a todas e todos!

Devido a reportagem sobre a aplicação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil na prática que saiu na Revista da Editora Segmento (postagem anterior), elaborei um texto sobre o tema. Segue abaixo para discutirmos.

Abraço!

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil apontam para uma visão de criança como “centro do planejamento Curricular”, como um sujeito de direitos que é portador de teorias, saberes; que pensa sobre o mundo e atribui sentido à ele a partir do que lhe é oferecido; uma criança que não passa incólume às propostas que vivencia desde sua chegada até a saída da instituição.

Nesse sentido, define currículo como “um conjunto de práticas que buscam articular os saberes e experiências das crianças com o patrimônio cultural, artístico, ambiental, cientifico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral da criança”. Ou seja, currículo não é aquele que se define a priori, mas aquele que é vivenciado com as crianças a partir de seus saberes, manifestações, articulado com aquilo que consideramos importante que elas conhecem do patrimônio da humanidade.

Embora, a aceitação dessas concepções de criança e currículo não seja, a primeira vista, um grande problema em um nível discursivo entre a maioria dos profissionais da educação, para de fato incorporá-las nas práticas, ainda há um longo caminho.

O foco das propostas oferecidas às crianças ainda está, na maioria dos casos, na atividade a ser desenvolvida por ela, seja essa atividade uma contação de histórias, um registro no papel, uma dança, uma música a ser cantada, ou ainda, a troca de roupas e a escovação de dentes. As relações estabelecidas, os conhecimentos que as crianças tem sobre o que vai ser vivido, as indagações que tem sobre o mundo, muitas vezes não são ouvidas ou são desconsideradas na organização das propostas.

Para praticar o que dizem as DCNS, precisamos apurar o nosso olhar em relação as crianças que temos: o que sabem, o que gostam, como pensam o mundo, como se manifestam, o que conhecem, como conhecem. São perguntas que todos os educadores devem se fazer sempre para buscar a melhor pedagogia para as crianças com as quais convivem. Para isso, precisam desenvolver uma metodologia de coleta de informações que passa pela observação atenta, pela pesquisa (“professor pesquisador”). Por exemplo, em relação ao brincar: do que as crianças brincam? Quais são suas brincadeiras preferidas? Qual seu repertório de brincadeiras? De que modo podemos ampliá-lo? Que materiais podemos oferecer às crianças para ampliar suas possibilidades de brincar? O educador precisa ser um constante pesquisador.Em um texto belíssimo, intitulado, “Planejamento no educação infantil: mais do que a atividade, a criança em foco”, Luciana Esmeralda Ostetto destaca diferentes maneiras de planejar na educação infantil que fizeram parte da história da Educação Infantil e da formação de professores e, que ainda convivem na prática (por exemplo, planejamento através de uma simples listagem de atividades, de datas comemorativas, de disciplinas – matemática, português,etc.) e ressalta que o grande desafio que temos hoje é justamente, planejar olhando as crianças concretas que temos.

A referência da escola, transmissora de saberes, ainda é muito forte em nosso imaginário. Essa foi nossa experiência como alunos, considerados como aqueles que não tem luz, que não tem o que dizer (infans – sem voz). Nos próprios cursos de formação, muitas vezes os professores também são submetidos a isso: palestras distantes, que nem sempre permitem que eles coloquem em jogo aquilo que sabem, fazem e acreditam.

A preocupação com a quantidade e o produto final do trabalho é também um grande desafio das instituições de educação infantil. Estas estão submetidas aos mesmos mecanismos de exigência social do capitalismo. Muitas vezes, quanto mais “folhas de atividades” são produzidas pelas crianças, mais eficiente é considerada a proposta. Essa é uma exigência de muitas famílias, que não percebem essa dimensão, e que acaba sendo consolidada por muitas escolas.

Para se trabalhar na perspectiva das diretrizes, é preciso pensar no processo. As crianças precisam ter tempo para viver as coisas profundamente, ter oportunidade de sentir as experiências, poder ouvir uma boa história, sem pressa porque vai abrir o portão; aprender a se servir e se trocar, testando suas habilidades, sentindo suas dificuldades, com calma. Enfatizar o processo é importante porque dá tempo para a criança se perceber e perceber o mundo com mais tranqüilidade e portanto mais profundamente.

Tempo é outro fator que tem que ser continuamente repensado na instituição. Há um grande mito que resvala em boa parte das instituições: “todo mundo faz a mesma coisa ao mesmo tempo o tempo todo”. O tempo da instituição ainda é muito homogêneo e arbitrário. Ainda se exige muito do educador um controle excessivo das crianças que precisam sempre fazer alguma coisa juntas e em um determinado horário fixo, rígido. A organização de cantos nas salas, por exemplo, hoje tão debatida na área, ajuda o educador a se concentrar em pequenos grupos, em uma criança, possibilitando que ele possa conhecê-las melhor.

Nesse sentido, é preciso discutir também a relação com o espaço. Um espaço pobre de desafios, cheio de mesas e carteiras, como poucos materiais disponíveis dificulta que a criança possa ampliar seu conhecimento de mundo e crie hipóteses sobre como as coisas do mundo são. Por outro lado, o contato com a natureza e os espaços externos, permitem que as crianças, observem os fenômenos e se indaguem sobre eles: por que a formiga consegue subir em cima de uma árvore sem cair? Porque o vento sopra? São perguntas que as crianças se fazem quando damos tempo e espaço para que elas descubram. E nos fornecem caminhos muito mais interessantes para trabalharmos com elas.

Para colocar em práticas as DCNS é preciso repensar a instituição em seu todo: nos tempos, nos espaços e na relação que estabelecemos com o conhecimento, e principalmente, com as crianças. Para isso, o trabalho coletivo é fundamental. A instituição, seja pública ou particular, precisa como um todo, através de uma gestão democrática - que escuta todos os sujeitos (famílias, profissionais e crianças) - se comprometer com essa proposta.

A escuta e o diálogo são fatores essenciais para que as Diretrizes possam ser praticadas. Inclusive a escuta das famílias, com as quais (e as DCNS apontam tão claramente isso!), devemos compartilhar a educação e o cuidado das crianças pequenas. Essa escuta permite que conheçamos mais as crianças, que busquemos propostas que considerem melhor suas singularidades, os hábitos familiares, além de contribuir para a reflexão de uma outra cultura da infância na comunidade, que valorize as descobertas da infância, sem que esteja ligada a mera transmissão ou a quantidade de atividades produzidas pelas crianças, como apontei anteriormente."

Sítio das Andorinhas

Aqui estão algumas fotos tiradas durante o passeio ao Sítio das Andorinhas.