Na continuação das nossas explorações sobre a arte de colocar imagens estáticas em movimento, descobrimos um instrumento chamado taumatrópio.
A palavra Taumatrópio vem do grego thaûma (maravilha) + tropos (virar, transformar) que significa "que se transforma em algo maravilhoso".
O Taumatrópio foi inventado em 1824 por Jonh Ayron, médico e fisíco inglês, como objetivo de provar o fenômeno ocular da “persistência retiniana”.
Trata-se de um objeto composto por um círculo de papel preso em suas extremidades por barbantes com duas imagens diferentes estampadas. O objetivo é que as imagens se sobreponham ao torcer o barbante e destorcer, fazendo que o círculo gire e com rapidez vemos as duas figuras sobrepostas, como o exemplo do pássaro na gaiola.
Esse efeito ou ilusão de óptica é dado pelo fenômeno da "persistência retiniana".
Persistência Retiniana é a capacidade que o olho humano tem de reter a imagem, ou seja, as imagens permanecem por um determinado tempo em nossa retina - cérebro - de aproximadamente 1/16, dezesseis frames por segundo, qualquer imagem que fique mais tempo que esse dará impressão de movimento. Então a imagem que captamos - acima dessa velocidade - não se apaga antes que a próxima chegue, isso acontece sucessivamente - eis aí o movimento, ou a impressão de movimento.




















